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Por que existem vacinas orais e injetáveis? - Nativa FM Campinas 89.3

Por que existem vacinas orais e injetáveis?

A principal diferença entre as vacinas orais e as injetáveis é a forma de contágio da doença a ser combatida. Apenas enfermidades que são contraídas pela ingestão de água ou de qualquer alimento contaminado têm a vacina oral, como o rotavírus e do vírus da pólio. Dessa forma, as gotinhas fazem o mesmo trajeto do vírus. As vacinas em gotas vão estimular o organismo a produzir anticorpos, oferecendo mais proteção às áreas mais sensíveis, como a boca, o estômago e o intestino.

Já as doenças que são transmitidas pelo ar, como a tuberculose, difteria, coqueluche, sarampo e caxumba, só a injeção faz efeito.
Mas a diferença entre elas não é só o meio de aplicação. A vacina oral é feita com vírus atenuado, ou seja, o agente infeccioso é processado em laboratório e perde o seu poder. Quando colocado no corpo, ele se reproduz e provocará a resposta de defesa do organismo, da mesma forma que o vírus causaria a doença. Já a vacina injetável utiliza o agente infeccioso inativado. Isso significa que ele está morto, incapaz de se reproduzir dentro do organismo.

Mudança no calendário da poliomielite

Desde de 2016, o Ministério mudou a estratégia, de acordo com a recomendação da OMS (Organização Mundial da Saúde), para que os países se preparem para a erradicação da doença no mundo, quando todos os países deverão utilizar apenas a vacina inativada. No entanto, como ainda há circulação do vírus selvagem da poliomielite (Nigéria, Afeganistão e Paquistão), o Ministério da Saúde continuará usando a vacina oral poliomielite, por algum tempo, para manter a imunidade populacional contra o risco potencial de introdução de poliovírus selvagem, através de viajantes desses países.

As doses são dadas conforme o Calendário Nacional de Vacinação da Criança. Desde o ano passado, as crianças que nunca foram vacinadas contra a paralisia infantil recebem as duas primeiras doses (2 e 4 meses de idade) pela vacina injetável inativada poliomielite. Já a terceira dose (aos 6 meses) e o reforço (aos 15 meses) continuam com a vacina oral poliomielite, ou seja, as duas gotinhas. A vacina oral também é usada nas campanhas anuais contra a poliomielite, até os 5 anos de idade.

Esquema sequencial para crianças que iniciam a vacinação contra a poliomielite

Idade – Qual vacina

2 meses – Vacina inativada poliomielite (injetável)

4 meses – Vacina inativada poliomielite (injetável)

6 meses – Vacina oral poliomielite (atenuada / oral)

15 meses – Vacina oral poliomielite (atenuada / oral)
FONTE:PFARMA.COM

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