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Irmãs Galvão comemoram 70 anos de carreira, relembram machismo do início e celebram mulheres no sertanejo

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Com setenta anos de estrada, as Irmãs Galvão acumularam tantas histórias para contar que a comemoração à essa marca história chega acompanhada do lançamento não só de de uma biografia, como também de um documentário da dupla mais antiga ainda na ativa no Brasil.

O livro terá lançamentos em diversas capitais, enquanto o filme teve premiere no Museu da Imagem e do Som, em São Paulo, na quarta (17). Meire e Marilene pretendem encarar uma maratona de eventos e shows para divulgar os projetos que reviram o baú das irmãs. Com isso, também mostrarão que a idade não é impeditivo para encarar a estrada e shows de até duas horas pelo Brasil. “Estamos na nossa fase de ouro. Nada do que fazemos como artistas é cansativo, porque isso é parte de quem somos”, resume Meire, a mais velha das irmãs, com 77 anos.

E a rotina das duas é dividida com um estilo de vida que destoa dos grandes astros atuais. Moradoras da zona norte de São Paulo, Meire e Marilene são do tipo que estão à frente de tudo que precisam fazer no cotidiano, inclusive em casa. Ao receber a reportagem do R7, Meire preparava o almoço para o marido Mario Campanha, enquanto Marilene passava um café. Para as duas, a simplicidade é uma das receitas do sucesso. “Música para nós é coisa do dia a dia. Fazemos as tarefas de casa, não temos empregadas. Às vezes eu to lavando a louça e a Marilene mexendo as panelas e o Mario pega o violão e surge uma música. Às vezes estamos dormindo e o Mário nos acorda porque surgiu alguma ideia no estúdio. É assim que funciona para nós. Sempre foi”, conta Meire, que casou com o maestro Mario Campanha em 2016 após 35 anos de namoro.

Pioneiras quando o assunto é sertanejo feminino, as duas enxergam com bons olhos o destaque de diversas mulheres dentro do gênero. Mas alertam que o espaço ainda é bastante restrito. “Uma música que domina o país ter cinco representantes não é necessariamente algo memorável. É bom, mas ainda não o suficiente”, relata Marilene. Em entrevista exclusiva ao R7, as duas comentam os novos projetos da carreira, falam sobre o papel da mulher no cenário artístico e relembram as barreiras que enfrentaram em setenta anos de música.

R7 –  O livro foi uma encomenda para celebrar os 70 anos de estrada?

Meire – O livro foi uma ideia que tivemos há dez anos. Conhecemos o Maikel Monteiro, de Santa Catarina, que tinha 16 anos e era muito fã nosso. Nos tornamos amigos e fomos até madrinhas do casamento dele. Vendo que ele tinha tanto conhecimento sobre nós, sugerimos que escrevesse um livro sobre a dupla. Ele não é escritor e nem repórter, então ficou receoso de assumir o projeto. Mas ninguém era mais indicado. Ele demorou dez anos realizando as pesquisas, principalmente dos últimos 40 anos da nosso história. Procuramos a editora e começamos os trâmites de publicação. Coincidiu com os 70 anos de carreira. E aí resolvemos fazer também um CD, um DVD, o documentário e a turnê. Estamos na nossa fase de ouro.

Meire Galvão e o marido Mario CampanhaR7

R7 – Como foi encontrar tanto material para essas obras?

Meire – O nosso pai guardou muita coisa. Começamos com 7 e 5 anos, respectivamente, em Paraguaçu Paulista. Depois de cantar nossa primeira música no rádio, ele chamou um fotógrafo e fez uma foto nossa. Ele não sabia que ia chegar tão longe, mas guardava tudo que era publicado e as fotos. Ele era precursor de um assessor de imprensa, praticamente. Então temos um bom acervo.

R7 – Quando vocês notaram que a carreira era séria?

Marilene – Viemos para São Paulo tentar dar uma impulsionada na carreira no início da adolescência. Quando começamos cantando, nossas músicas eram adultas e não infantis. Crescemos em um abiente musical. Fomos educadas e criadas para virar cantoras.

R7 – Vocês sofreram preconceito sendo mulher cantora na década de 40?

Meire – Era muito difícil ser cantora sertaneja antes. Havia um preconceito danado, principalmente para duas mulheres. Ser dupla feminina não era fácil. Mulher na música e no teatro era vista como prostituta. Era difícil ter um carreira. Não só os homens tinham preconceito, mas as mulheres não viam com bons olhos e tinham ciúmes das mulheres famosas. Mas nós tentamos aproximar a mulher da nossa obra e do nosso convívio para mudar essa visão.

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R7 – Como vocês encaram a presença das mulheres que fazem sucesso hoje no sertanejo?

Meire – Ficamos felizes que elas tenham espaço, mas são cinco mulheres em destaque num universo de milhares de cantores. É muito pouco. Não dá para dizer que chegou a nossa vez enquanto essa proporção for mais equilibrada. E a mulherada também precisa ficar esperta com quem se relaciona. Um mal namoro ou casamento pode colocar fim a uma carreira.

R7 – Vocês acham que têm responsabilidade no sucesso atual do sertanejo?

Marilene – Nós só fomos ter noção do nosso tamanho agora. Na nossa geração, muitos artistas foram responsáveis para que 90% da música ouvida no Brasil hoje seja sertaneja. Antes, tínhamos que ir em rádio antes das sete da manhã para ir em programas que aceitavam nosso estilo musical. E hoje estamos vendo como as coisas mudaram.

R7 – Vocês pensavam em uma carreira tão longa?

Meire – Nossa carreira não teve planejamento. Deus foi nosso grande empresário. Nosso assessor, roadie, empresário e secretário era o nosso pai. Hoje é diferente. O artista tem jatinho antes mesmo de lançar a primeira música. E o grande perigo é o mercado saturar de aventureiros que pensam que o sertanejo é só um meio fácil de ganhar dinheiro. E quando começamos, só quem tinha realmente talento se destacava. Trabalhávamos um ano todo a mesma música antes de divulgar outra. Era bem diferente.

A dupla no início de carreiraDivulgação

R7 – Era possível ficar rico com sertanejo antigamente?

Meire – Comprar uma casa e um carro naquela época era uma vitória. A gente fazia shows em circos e viajava de trem ou ônibus comercial. Ninguém tinha carro ou ônibus próprio. Nem banda a gente tinha para nos acompanhar. Imagina só: hoje levam 50 pessoas para cada show. Não dava nem para pensar nisso. Nosso pai negociava os shows no Café dos Artistas no Largo do Paiçandu com os donos de circos. Era informal e romântico. Até fome a gente passava, porque nem tinha onde come na estrada. Hoje um ano de carreira em alta e ninguém mais precisa trabalhar.

R7 – Pensaram em parar em algum momento?

Marilene – Com 30 anos de carreira, pensamos em parar. Foi quando começou a profissionalização do sertanejo, com Chitão e Xororó e João Mineiro e Marciano. Achamos que não íamos nos adaptar. Foi quando conhecemos o Mario Campanha, que era músico e maestro, e hoje é meu marido. Gravamos com ele e conseguimos o nosso primeiro disco de ouro. Foi um divisor de águas num momento que nem imaginávamos que conseguiríamos novos êxitos. Gravamos O Calor dos Seus Abraços, que era uma lambada. E isso foi precursor da moda atual, que é o sertanejo só cantar música do Nordeste. Ainda vamos gravar um arrocha.

R7 – Apesar da fama e dos anos de exposição, vocês jamais se deslumbraram. Como equilibram isso?

Marilene – Música para nós é coisa do dia a dia. Fazemos as tarefas de casa, não temos empregadas. Às vezes eu to lavando a louça e a Marilene mexendo as panelas e o Mario pega o violão e surge uma música. Às vezes estamos dormindo e o Mário nos acorda porque surgiu alguma ideia no estúdio. É assim que funciona para nós. Sempre foi. A Marilene ficou grávida e eu também. Até nisso o nosso empresário divino acertou. Existe muita naturalidade na nossa carreira, felizmente.

 

Fonte: R7. Copiado na íntegra.

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